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domingo, 6 de julho de 2014

ESCATOLOGIA


Introdução


No grego éschatos significa último e Logus significa estudo, logo escatologia trata do estudo das últimas coisas.
Abordaremos assuntos relacionados com os sinais da volta de Cristo para arrebatar a igreja, o arrebatamento da igreja, o tribunal de Cristo, as bodas do Cordeiro, a manifestação do anticristo, o renascimento do Império Romano, a reconstrução do Santo Templo, a grande tribulação, o milênio, o julgamento final e a formosa Jerusalém Celestial, mas veremos as interpretações do Apocalipse.



As Principais Interpretações do Livro de Apocalipse



Há três escolas principais de interpretação do livro de Apocalipse: em primeiro lugar temos a Interpretação Preterista que afirma que tudo o que está revelado no livro de Apocalipse já aconteceu. Segundo o escritor preterista George Ladd, a Roma Imperial era a Besta do capítulo 13 do livro de apocalipse e que os sacerdotes asiáticos que incentivavam o culto do Imperador eram o falso profeta. Para ele, o Apocalipse narra apenas as perseguições sofridas sob os imperadores romanos e esse livro cumpriu o propósito de fortalecer e encorajar os cristãos do primeiro século.
Em segundo lugar existe a Interpretação Histórica que compreende o Apocalipse como uma profecia simbólica de toda a história da igreja até a volta de Jesus e o fim dos tempos. De acordo com essa escola o livro é repleto de símbolos, imagens e números e está dividido em sete partes paralelas e progressivas: sete castiçais, sete selos, sete trombetas e sete taças.
Simon Kistemaker aborda que o paralelismo expresso nos rês grupos (selos, trombetas e taças) sugere que o escritor de Apocalipse não está mostrando uma sequência cronológica, mas diferentes aspectos dos mesmos eventos. Kistemarke trata de que isso ainda é mais enfático quando se analisa as referências diretas e indiretas ao Juízo Final.
No século V, Agostinho adotou essa interpretação que subsistiu durante toda a Idade Média e os precursores da Reforma Protestante também a escolheram.
Em terceiro lugar há a Interpretação Futurista. Para essa escola, as sete igrejas descritas nos capítulos 2 e 3 do Apocalipse, afirma que cada igreja representa um período profético da história da igreja até o arrebatamento e a partir do capítulo 4 tudo é profecia para os últimos dias do período da septuagésima semana de Daniel que caracteriza a Grande Tribulação sob o domínio do Anticristo sem a Igreja na terra, culminando com a volta visível de Jesus com os santos já glorificados para reinar sobre a terra num período de 1000 anos, vindo depois o Juízo Final e novos céus e nova terra.
A crença nesta Interpretação Futurista que se confunde com o Pré-Milenismo foi criada e definida pela Igreja Primitiva até o quarto século. Os pais da igreja (Justino, Tertuliano, Lactâncio, Papias, Irineu e Hipólito) criam que o Anticristo reinaria no fim dos tempos, mas eles acreditavam que a Igreja passaria pela grande Tribulação e padeceria sob o reino do Anticristo.
No século XIX, o Pré-Milenismo ressurgiu mediante John Nelson Darby (1800-1882, líder dos Irmãos Plymouth. Foi ele quem elaborou a perspectiva dispensacionalista do Pré-Milenismo. A diferença de Darby para os pais primitivos é que estes criam que a Igreja passaria pela Grande Tribulação e aquela defendia que a Igreja seria arrebatada antes e assim estaria livre do Anticristo.
Umas das maiores contribuições para o crescimento d Dispensacionalismo e Interpretação Futurista foi a publicação da Bíblia anotada de Scofield em 1909 nos EUA (Estados Unidos da América). A divulgação dos livros de Hall Lindsay, da revista “Meia Noite” de Wim Malgo (já falecido) e dos livros “Deixados para trás” de Tim Lahaye muito colaboraram.
No início do século XX surgiu o Movimento Pentecostal e essa escola de interpretação do Apocalipse estava em alta e foi adotada pelos pentecostais.


Retirado deste livro
Batista, Felizardo Filho. O Anticristo e a Grande Tribulação. São Paulo: Alfa e ômega Edições, 2008. Prefácio, Páginas 15 a 18.

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